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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SP55

 O cantor, compositor e tecladista dos Titãs, Sérgio Britto, lança neste mês seu terceiro disco solo. Intitulado "SP55", o álbum traz 13 canções inéditas e três regravações, além de convidadas especiais. - Ouça na Rádio UOL.-
Para "SP55", Britto gravou versões para "Iracema" de Adoniran Barbosa, "Eres" do Café Tacuba, e "Ella Usó Mi Cabeza Como un Revólver" do Soda Stereo, essas duas últimas cantadas em espanhol.

O músico levou para o estúdio Wanderléa, que dividiu os vocais em "Essa Gente Solitária", Negra Li para cantar "Aqui Neste Lugar", e Marina de La Riva para participar em "Pra Te Alcançar".

Fã-clube Titãs Cuiabá entrevista: Sérgio Britto

Esse é o seu terceiro disco solo. Como faz pra conciliar trabalho solo e Titãs?
É difícil, principalmente no que diz respeito a shows. Impossível fazer shows-solo em datas nobres (fins-de-semana, etc). Para gravar, fazer imprensa, TV, etc, é mais fácil. 

Como foram as gravações?
Fiz esqueletos da música no meu estúdio e levei pro Emerson Villani. Retrabalhamos os arranjos e gravamos muita coisa no estúdio dele mas algumas vozes e violões, pianos, etc, daquelas primeiras DEMOS acabaram vingando. Isso acabou dando, acredito eu, uma certa espontaneidade e frescor ao disco.
Gravamos a princípio toda segunda-feira durante mais ou menos dois anos. É claro que em alguns períodos trabalhamos mais e em outros fizemos pausas mas em geral diria que mantivemos a regularidade. Esse acabou se provando pelo menos para mim um ótimo método de trabalho pois me permitiu reavaliar, descartar idéias, fazer novas músicas, etc.

Como foi o processo de seleção das músicas? São todas inéditas? Há alguma "não aproveitada" nos Titãs?
A grande maioria é inédita. Há algumas regravacões, duas são cantadas em espanhol, etc. Dos Titãs reaproveitei apenas um pequeno trecho que tinha com o Tony. O CD tem 18 faixas, é quase um disco duplo, mesmo assim deixei algumas canções de fora. Três delas estavam inclusive já arranjadas e gravadas. No fim do processo achei que não faziam parte do conceito do disco e resolvi cortar.

Você acha que esse trabalho pode atrair um novo público, diferente dos Titãs?
Acredito que sim. Tem elementos neste disco que não fazem parte do leque explorado pelos  Titãs - um "que" de bossa-nova, mpb, etc.

Qual o seu conceito sobre esse disco, e o que te inspirou a fazê-lo?
Queria fazer um disco com sonoridade pop e explicitamente brasileira, algo que me identificasse e ao mesmo tempo diferenciasse dos Titãs. Na verdade é uma procura que começou no meu primeiro disco solo, mas só agora consegui chegar a um resultado que realmente me agrada.

Quem são os músicos que te acompanham nesse projeto, e como foi a escolha?
O disco foi basicamente gravado a quatro mãos por mim e pelo Emerson Villani (que também fez a produção), mas outros músicos participaram de uma ou outra faixa. São eles:  Zé Nigro (baixo); Hugo Hori (flauta); Tiquinho (trombone e um quarteto de cordas).
 
Nos Titãs é bem comum você se envolver nas criações de arte. Também criou a arte desse disco?
Fiz todo o projeto gráfico e acho que ficou muito melhor do que o dos meus discos-solo anteriores.

Pretende disponibilizar as músicas na internet?
Sim, vou colocar tudo no Myspace em streaming, na íntegra.

O que as pessoas podem esperar desse novo disco?
Novidade: um disco com harmonias e melodias ricas e bem trabalhadas. MPB, com um pé fincado no Pop.

Britto, agradeço a sua atenção e, em nome do Fã-clube Titãs Cuiabá, desejo muito sucesso ao novo trabalho. Espero que em breve venha divulgá-lo em Cuiabá! 
Valeu, obrigado! Espero passar por aí! Abraços.

sábado, 16 de outubro de 2010

NO BURACO


Teo Zanquis está na praia, em Ipanema, falando consigo mesmo. E a história que ele conta é a sua própria, a de um guitarrista de uma banda de rock de um único sucesso nos anos 80, cujos discos só podem ser encontrados em sebos musicais do centro de São Paulo. A vida profissional e artística de Zanquis atingiu muito rápido seu apogeu para, em seguida, com a mesma rapidez, mergulhar no mais retumbante esquecimento.
Mimetizando às avessas sua história de vida, Tony Bellotto põe em cena, em No buraco, um tipo solitário, que caminha sem ilusões para a velhice ruminando as estripulias de seus tempos de glória e juventude. Mas isso não impede que Teo busque o amor no corpo de uma jovem coreana, nem que estreite laços de amizade com figuras de quem ele jamais imaginaria se aproximar em seus tempos de semi-ídolo do rock nacional, como a dona Gladys, velha e excêntrica vizinha da quitinete onde ele mora.
A história de Teo, narrada num tom confessional que praticamente embute o leitor na pele do personagem, acaba resvalando num curioso plot detetivesco de desfecho tão inesperado quanto brilhante, narrado com um humor ácido e contundente.
Leia um trecho

fonte: Companhia das Letras
titas